Que penitência fazer na Quaresma?

quaresma Que penitência fazer na Quaresma?

A Quaresma é um tempo privilegiado para reavivarmos o sentido da penitência para a conversão ao Senhor.
O profeta Joel (Jl 2, 12) expressa por palavras o desejo do coração do nosso Deus: "AGORA, VOLTAI PARA MIM...!" De fato, que sentido teria para nós uma penitência que não tivesse essa finalidade: fazer-nos retomar o caminho de volta para Deus? Uma penitência sem essa finalidade seria vã, inútil e vazia.
Mas, e se não nos sentimos afastados de Deus? Para que a penitência se temos consciência da nossa luta contra o pecado (que já é uma penitência)?
Para os que buscam a perfeição do amor a Deus e ao próximo, nunca podemos nos julgar tão na linha reta com relação ao Senhor e aos outros. São Paulo mesmo nos adverte: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma a não ser o amor recíproco". Isto quer dizer que nunca estamos em dia com o amor devido a Deus e ao próximo.
Quaresma é tempo de reflexão sobre como age em nós o espírito do mal e como combatê-lo. A Igreja, na oração do dia das Cinzas, pede "para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal".
Sugiro que façamos um pequeno PLANO DE CONVERSÃO PELA PENITÊNCIA para esta Quaresma:
UMA PENITÊNCIA QUE ATINJA O NOSSO CORPO – Escolher um tipo de jejum que nos prive de algum alimento (sólido ou líquido) sobre cuja ingestão não temos muito domínio.
UMA PENITÊNCIA QUE ATINJA A NOSSA DIMENSÃO RELACIONAL – Escolher um comportamento que prejudica as pessoas com as quais convivemos. Seria recolocar o amor fraterno no lugar de comportamentos pouco ou nada amorosos.
A penitência vai fazer com que nosso espírito de fortaleza diante das tentações aumente.
Aumentemos também a nossa freqüência ao Sacramento da Penitência. Quem sabe busquemos a reconciliação com Deus e com a Igreja semanalmente nesta Quaresma! Sabemos que a confissão sacramental não somente nos lava dos pecados graves confessados com sinceridade e arrependimento, mas também nos fortalece na luta contra as forças espirituais do mal que agem na nossa carne.

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Jejum, esmola e oração

Quaresma não é tempo de fatos ou fenômenos extraordinários de Deus, quando visto a partir da experiência humana, pois não significa apenas uma categoria física, mas uma oportunidade para o crescimento das pessoas. Para nós cristãos, é ocasião privilegiada para a graça de Deus atuar em nossa vida, iluminando nossas escolhas e orientando nosso dia a dia.


Quaresma, apenas iniciada, é uma forma de viver o tempo nas próximas semanas, oferecida pela Igreja aos fiéis. É ainda ocasião para uma Campanha de Opinião Pública, que chamamos "Campanha da Fraternidade", nossa contribuição para que a sociedade se torne mais fraterna, justa e igualitária. Neste ano de 2014, trataremos de um tema desafiante: o tráfico humano, uma realidade dolorosa, presente de diversas formas em todas as regiões de nosso país. 

Para nós, na Amazônia, brota um grito em prol da fraternidade e da superação do mal do tráfico de pessoas, que nos toca bem de perto. Estamos, pois, num tempo da vida cristã que faz os dias em si iguais em seu amanhecer. Sol ou chuva, por do sol ou noite, chuva, vento, frio ou calor se transformam e adquirem um colorido diferente. Vem de dentro a possibilidade de aproveitar este período.

Quaresma não é tempo de fatos ou fenômenos extraordinários, como muita gente ainda tem receio. Pode até acontecer de algumas pessoas "pegarem carona" na Quaresma da Igreja para espalhar o medo ou anunciar dificuldades e catástrofes. É bom saber que os dias e as estações continuam do mesmo jeito, que as pessoas ao nosso lado podem não estar nem aí para nossos atos de piedade ou práticas quaresmais. Elas se sentirão atraídas à vida da Igreja quando virem nosso testemunho coerente de vida cristã. Aí, muitas outras pessoas desejarão fazer mortificações e jejuns, dedicarão mais tempo à oração e se converterão ao amor de caridade. Como a Quaresma depende de escolha, nosso convite chega a todos os cristãos, assim como tantos homens e mulheres de boa vontade, para que abram o coração e a mente a Jesus Cristo, Senhor e Salvador da humanidade, Caminho, Verdade e Vida. Nele está a fonte de vida e de felicidade. Seu amor misericordioso quer alcançar a todos sem exceção. Ele não se cansa de perdoar e acolher as pessoas. A Igreja quer ser a Casa da Misericórdia para todas as pessoas, especialmente para quem se sente estropiado e cansado pelas labutas da vida.

São Paulo descreveu, com maestria, esta vida nova: "Tendo vós todos rompido com a mentira, que cada um diga a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Podeis irar-vos, contanto que não pequeis. Não se ponha o sol sobre vossa ira, e não deis nenhuma chance ao diabo. O que roubava não roube mais; pelo contrário, que se afadigue num trabalho manual honesto, de maneira que sempre tenha alguma coisa para dar aos necessitados. De vossa boca não saia nenhuma palavra maliciosa, mas somente palavras boas, capazes de edificar e de fazer bem aos ouvintes. Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes marcados, como por um sinal para o dia da redenção. Desapareça do meio de vós todo amargor e exaltação, toda ira e gritaria, ultrajes e toda espécie de maldade. Pelo contrário, sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo. Sede, pois, imitadores de Deus como filhos queridos. Vivei no amor, como Cristo também nos amou e se entregou a Deus por nós como oferenda e sacrifício de suave odor. A imoralidade sexual e qualquer espécie de impureza ou cobiça nem sequer sejam mencionadas entre vós como convém aos santos. Nada de palavrões ou conversas tolas, nem de piadas de mau gosto: são coisas inconvenientes; entregai-vos, antes, à ação de graças" (Ef 4,25 - 5,4).

Para chegar lá é necessário exercitar-se, e muito! Na Quaresma, os cristãos se dedicam, de forma especial, a três práticas formativas de sua vontade no seguimento de Jesus Cristo, que nos ajudam a assumir a vida nova assim descrita: relacionamento consigo, com o próximo e com Deus.

A primeira delas é chamada de mortificação, abstinência ou jejum. As três expressões servem para indicar o processo de educação da vontade. Moderar o uso do alimento, escolher práticas que orientem nossos impulsos instintivos. Muitos o fazem por motivos de saúde ou por razões estéticas, enquanto nós desejamos fazê-lo para a educação da vontade e para partilhar o fruto do jejum com as pessoas necessitadas.

A segunda tem o nome de esmola, palavra, quem sabe, desgastada, que é o exercício das obras de misericórdia, ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. A esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus (Catecismo da Igreja Católica 2447). "Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos, faça o mesmo" (Lc 3, 11). "Dai antes de esmola do que possuis, e tudo para vós ficará limpo" (Lc 11, 41).

Enfim, intensificar a prática da oração, em todas as suas formas, é o terceiro exercício com o qual os cristãos se comprometem na Quaresma, abrindo-se para Deus e dedicando tempo e qualidade de relacionamento com o Senhor. Reze mais, reze melhor!
fonte cancaonova

Campanha 50%

 
   Associação Gospa Mira R. Júlia Lopes de Almeida, 12 - Santa Maria Belo Horizonte/MG - (31) 3011.7900